terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Documento nº 9 - "As Cidades"


Documento nº 8 - "Terciarização"

A terciarização pode ser abordada a partir de duas perspectivas diferentes. Por um lado, representa a expansão do sector terciário, que agrupa as actividades produtoras de bens imateriais. Simultaneamente, corresponde ao processo de transformação intersectorial, à reestruturação dos sistemas de produção, à crescente integração das actividades agrícolas, industriais e dos serviços. Segundo esta última abordagem, as barreiras entre os sectores primário, secundário e terciário tendem a atenuar-se, dando lugar a uma economia integrada.


Um bom exemplo desta articulação são as empresas agro-industriais.Este fenómeno corresponde à principal característica das sociedades da actualidade e que se tem reflectido no espaço. Tem vindo a impor a reorganização e reestruturação das economias e produzido grandes impactos na organização do território. Assim, os espaços têm sofrido intensos processos de reconfiguração funcional, quer em meio urbano quer em meio rural, concordantes com as alterações económicas, políticas e sociais observadas na actualidade.



Documento nº 7 - "Uma População que se Urbaniza"

A urbanização, fenómeno de civilização, continua ainda hoje a surpreender-nos, tanto pela rapidez com que se expande no espaço como pela sua universalidade. O conceito de urbanização corresponde tradicionalmente a um amplo conjunto de modificações de cariz marcadamente demográfico, económico e espacial, resultante genericamente da passagem de população do meio rural para o meio urbano. No entanto, numa abordagem abrangente, a urbanização deve ser entendida como um fenómeno cultural, tanto mais que a cidade é em si criadora e transmissora de inovação, sendo geradora de novas formas de cultura e de organização espacial, visíveis nas alterações dos estilos de vida, conteúdos e formas de estar.

Documento nº 6 - "Novos Estilos de Vida"


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Documento nº 5 - "Ambiente: Riscos e Incertezas" (Parte II)

"Segundo Beck, um aspecto importante da sociedade de risco é que os seus perigos não são limitados espacial, temporal ou socialmente. Os riscos de hoje em dia afectam todos os países e todas as classes sociais: as suas consequências são globais, e não apenas pessoais. Muitas formas de riscos manufaturados como aqueles que dizem respeito à saúde humana e ao meio ambiente, atravessam fronteiras nacionais. A explosão da central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, ilustra bem esse ponto. Todas as pessoas que viviam na vizinhança de Chernobyl - independentemente da idade, classe, género ou estatuto - foram expostas a níveis perigosos de radiação. Ao mesmo tempo, os efeitos do incidente fizeam-se sentir bemlonge de Chernobyl propriamente dita - por toda a Europa, e em lugares mais distantes, níveis excepcionalmente elevados de radiação foram detectados muito depois da explosão ter ocorrido."

Riscos Ambientais (causas):
Urbanização
Produção industrial
Poluição
Construção de represas e barragens hidroeléctricas
Projectos agrícolas em larga escala
Programas de energia nuclear...
São formas de impacto dos seres humanos sobre o meio natural que causam:
Destruição ambiental
Aquecimento global
Efeito de estufa
Calotes polares derretem
Subida do nível médio das águas do mar
Mudanças nos padrões climáticos:
Cheias
Furacões
Tsunamis
Secas
Pragas de insectos (por ex. gafanhotos)...
Os riscos ambientais têm origem difusa, é difícil determinar a sua causa e os responsáveis bem como as suas consequências e soluções. Por exemplo, as marés negras e a poluição dos rios, causadas pela limpeza de petroleiros ou pela laboração de fábricas junto do leito dos rios, têm consequências nefastas no meio ambiente e na vida de muitas espécies animais. No entanto é difícil identificar os infractores e encontrar uma resposta eficaz para os problemas. O mesmo acontece todos os anos com os incêndios florestais


Riscos de Saúde (causas):
Industrialização
Uso de pesticidas químicos e herbicidas e fertilizantes artificiais na agricultura moderna
Uso de hormonas e antibióticos em muitas espécies animais, destinadas ao consumo humano
Alimentos transgénicos
Conduziram a novos problemas para a saúde que têm vindo a agravar-se,
Podemos concluir que, de facto, vivemos actualmente numa "Sociedade de Risco Global"".

Documento nº 5 - "Ambiente: Riscos e Incertezas" (Parte I)

Uma Verdade Inconveniente:


A globalização tem consequências em praticamente todos os domínios da vida social, muitas difíceis de prever e/ou de controlar.
Muitas das mudanças originadas no processo de globalização levaram a novas formas de risco.
Anthony Giddens (Sociologia, 5ª edição, FKG, Junho de 2007), distingue riscos externos de riscos manufacturados.


Riscos Externos:
Até uma época muito recente as sociedades humanas estavam sob ameaça de riscos externos, isto é, que têm origem no mundo natural e não estão relacionados com a acção do homem:
perigos que advêm das secas,
terramotos,
tempestades,
fome


Riscos Manufacturados:
Riscos que resultam do impacto da acção do nosso saber e da tecnologia sobre o mundo natural.
Hoje em dia somos cada vez mais confrontados com este tipo de riscos manufacturados que são um produto da acção do homem sobre a natureza.
São disso exemplo as ameaças actuais que derivam do meio ambiente
Riscos Ambientais
Riscos de Saúde
etc.


Segundo o sociólogo alemão Ulrich Beck, estamos perante uma sociedade de risco global.

"À medida que as mudanças tecnológicas progridem de uma forma cada vez mais rápida, produzindo novas formas de risco, somos obrigados a ajustar-nos e responder constantemente a essas mudanças. A sociedade de risco, defende o autor, não se limita apenas aos riscos ambientais e de saúde" - inclui toda uma série de mudanças na vida social contemporânea:
Transformações nos padrões de emprego
Um nível cada vez maior de insegurança laboral
Influência decrescente da tradição e dos hábitos enraizados na identidade pessoal
Erosão dos padrões familiares tradicionais, e democratização dos relacionamentos pessoais
O nosso futuro pessoal é hoje em dia muito menos previsível do que se passava nas sociedades tradicionais

Todo o tipo de decisões implicam riscos para os indivíduos. Contrair matrimónio, por exemplo, é hoje em dia uma decisão muito mais arriscada do que antigamente, quando o casamento era uma instituição vitalícia. As decisões quanto às habilitações literárias e a carreira a seguir podem também acarretar riscos - é difícil adivinhar as aptidões que serão valorizadas numa economia que muda de uma forma tão rápida como a nossa.

Documento nº 4 - "Consumo, Sociedade de Consumo e Estilos de Vida" (Parte II)


Correspondem às "práticas quotidianas e formas de consumo que envolvem escolhas particulares e identitárias em domínios tão díspares como a habitação, os usos do corpo, o vestuário, a aparência, os hábitos de trabalho, o lazer, a religião, a arte, a organização do espaço e do tempo ou o convívio com os outro actores sociais".

À semelhança do que referimos relativamente ao consumo e à sociedade de consumo, também os diversos estilos de vida são, na era da globalização, influenciados pelos meios de comunicação de massas "mass- media", como a televisão, a publicidade, os vídeos e o cinema, a internet, bem como pelo marketing, a moda, as viagens de turismo e a emigração, etc.

Os estilos de vida reflectem:
Valores, atitudes e comportamentos individuais e de grupo
Contribuem para a construção das identidades pessoais e colectivas
Influência da classe social e nível económico dos indivíduos
As diferentes condições sociais
etc.

Na actualidade assumem particular relevo, nas sociedades urbanas ocidentais, alguns estilos de vida cujo principal "denominador comum reside na caracterização da dimensão cultural do corpo humano" que passou a ocupar um lugar central nas preocupações quotidianas dos actores sociais.

São disso exemplo:
A actividade desportiva, proliferação de health clubs e ginásios
Alimentação vegetariana, alimentos light, de baixo teor de gordura e açúcares, alimentos biológicos...
Vestuário desportivo e urbano "sportswear e streetwear"
Tatuagens e piercings
O vestuário dos grupos de jovens, as tatuagens e os piercings, representam uma marca identitária e tornam-se sinais exteriores vulgares para largas camadas da população.

Documento nº 4 - "Consumo, Sociedade de Consumo e Estilos de Vida" (Parte I)

Na era do globalismo, ou globalização, os estilos de vida transformam-se, tendem para a homogeneização, para a uniformização, pelos seguintes motivos:
Maior facilidade de circulação de pessoas, bens e capitais entre países
Redução das distâncias geográficas e temporais, É possível contactar, em tempo real, pessoas do outro lado do planeta e trocar informações. É possível deslocar grandes quantidades de mercadorias, de um lado para o outro do planeta, em escassas horas ou dias
Aumenta a importância das grandes empresas transnacionais (que dominam os mercados mundiais...)
Aumentam as grandes superfícies comerciais - paradigma das
sociedades de consumo


São aspectos positivos:
A melhoria das condições materiais de vida e do grau de satisfação das populações que se traduz na possibilidade de adquirir:
Bens alimentares, vestuário, automóveis. Férias e viagens, computadores e utilização de serviços online, aparelhos de áudio e vídeo (e multimédia), e uma multiplicidade de outros artigos, bens e serviços
A publicidade, o marketing e outras técnicas comerciais desempenham, neste contexto, uma importância central.
Combinação entre o consumo e a electrónica. Expansão do comércio electrónico. Há cada vez mais pessoas a fazer compras e pagamentos, inclusive de impostos através da internet. Utiliza-se cada vez mais a internet para efectuar operações bancárias, consultas, transferências, pagamentos, etc.


São aspectos negativos:
O consumo sem regras (consumismo)
Destruição dos recursos naturais
Aumento das diferenças entre países ricos e pobres
Crescimento das desigualdades e exclusão
Deterioração das condições ambientais, poluição dos rios, dos mares e da atmosfera
Aumento da emissão de gases nocivos para a atmosfera

Documento nº 3 - "O Consumo Nosso de Cada Dia..." (Parte III)

A questão que urge colocar é como chegámos a este ponto de perversidade? Como é que chegamos a um ponto em que consideramos mais natural o nosso direito a adquirir produtos, mais ou menos, supérfluos do cosmética do que o direito de milhões de seres vivos a uma vida condigna?

Porque a preponderância do consumo apesar de bastante subliminar não é inocente, bem pelo contrário, o dia 29 de Novembro celebra-se a nível mundial como Buy Nothing Day, ou seja, "Dia sem compras", naquilo que constitui um desafio à abstinência em relação ao consumo por 24 horas, com um propósito global mais amplo que é, precisamente, o de gerar um processo de reflexão colectiva capaz de questionar os modelos de pensamento deshumanizantes e perversos associados ao consumo. Nomeadamente, reflectir sobre a forma despótica e silenciosa como ele se apoderou das nossas vidas e das relações humanas.

Portugal, país onde a proliferação de grandes centros comerciais e afins não para de aumentar, a fúria consumista é particularmente selvagem e alienadora, com os apelos e induções agressivas ao consumo a aumentaram ao mesmo ritmo que as condições sociais se deterioram brutalmente. Por esse motivo, e por todas as questões que lhe estão associadas que urge suscitar, o 29 de Novembro - Dia Sem Compras, pretende ser um ponto de partida para uma sociedade diferente.

Numa época pré-natalícia, em que o aliciamento ao consum(ism)o adquire contornos de verdadeiro fenómeno de psicose colectiva, o que se pretende é lançar bases de reflexão sobre aquilo que nós próprios somos enquanto seres sociais. Será que vamos, em letárgicas visitas aos centros comerciais, continuar a aceitar o papel de meros consumidores, e reduzir toda as nossas dimensões pessoais, sociais, humanas a uma mera escala de bens materiais que nos pretendem fazer crer ser essenciais para a nossa vida e felicidade?

Será que não podemos acreditar que uma sociedade que se designa por "de consumo", ou seja, descartável, despojada de conteúdo, desumana, se torne numa sociedade bem mais igualitária, fraterna e solidária para todos os seres?

(1) Chomsky, Noam. Duas horas de lucidez. Mem Martins, Editorial Inquérito.(2) Baudrillard, J. (1996). A sociedade de consumo. Lisboa, Edições 70.(3) Zanotteli cit. in. Marujo, A. (2003). Missionário "mais incómodo" de Itália quer igreja empenhada contra armamento, Público, nº4671 / 5 de Janeiro de 2003, pp. 21.(4) Ramonet, I. (1998). The politics of hunger. [Em linha]. Disponível em <http://mondediplo.com/1998/11/01leader>. [Consultado em 10/01/2003].

Recolhido em: http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=29302&cidade=1

Documento nº 3 - "O Consumo Nosso de Cada Dia..." (Parte II)

O consumo possui hoje, portanto, um significado prático e sociológico primordial em todo um contexto determinado por um liberalismo adoptado à escala mundial: muito para além da sua função "pré-histórica" de satisfação de necessidades essenciais, actualmente, as supostas necessidades dos indivíduos - necessidades desde logo, muitas delas, artificialmente criadas pelos poderosos departamentos de marketing das principais corporações – são o pretexto ideal para reproduzir a disseminar o consumo enquanto instituição teológica, dogma cultural e mecanismo prático de alienação colectiva, mas por via de um crescente processo de feroz competição e estratificação individual materialista.

O consumo surge como conduta activa e colectiva, como coacção e moral, como instituição. Compõe todo um sistema de valores, com tudo o que este termo implica enquanto função de integração do grupo e de controlo social. (2) Num contexto em que os mecanismos susceptíveis de modificar e configurar toda a conjuntura mundial se encontram, de uma forma ou de outra, apropriados por um conjunto restrito de poderosas corporações - detidas por um grupo restrito de indivíduos - e quando os mecanismos democráticos convencionais são cada vez menos representativos e cada vez mais inócuos, numa sociedade que tende para a homogeneização - através desse propósito comum a todos que é o de consumir -, um dos poucos fenómenos que parece, ainda, atribuir alguma importância ao indivíduo comum é, exactamente, o consumo. Enquanto consumidores somos teoricamente bajulados por todo o género de promoções e mimos publicitários.

Aturdidos que estamos nesse "propósito colectivo" e paradoxalmente ferozmente individualizante que é o de consumir, a nossa consciência social, humana e ecológica é, sobremaneira, alienada e as próprias consequências inerentes ao consumo estão muito longe de serem percepcionadas por nós próprios, elos cruciais que somos nas relações existentes entre as deploráveis condições produtivas nos sítios mais remotos do mundo (destruição de habitantes naturais, situações de exploração laboral, mecanismos económicos de neocolonialismo) e as condições de consumo, sobretudo, nos países economicamente mais poderosos, dado que somos nós que adquirimos esses produtos. Mas é importante salientar que também aí, nos países ditos desenvolvidos, existam enormes disparidades sociais e o próprio consumo não decorre de forma homogénea mas sim, e cada vez mais, é ele próprio sintomático da existência de estruturas socais piramidais, com enormes disparidades entre o topo e as bases.

As repercussões de todo o sistema e do próprio consumo ao nível cultural também não são inestimáveis. Toda a nossa paisagem cultural, as cidades, as estradas, as ruas, os meios de comunicação, estão repletas de mensagens publicitárias induzindo mais e mais consumo. Um consumo obstinado, nada ético e que prejudica muito mais a vida e os seres vivos do que é realmente útil. Consumimos mais, muito mais, por consumir do que propriamente por necessitarmos de facto de satisfazer uma qualquer necessidade real, ou pelo menos uma necessidade que nos traga mais do que uma efémera sensação de felicidade.

Na economia mundial, os ricos tornam-se cada vez mais ricos. Vinte por cento do mundo consomem 80 por centro dos recursos - são dados do Banco Mundial. (O mundo) está cada vez mais nas mãos de 300 ou 400 famílias. Três famílias americanas - entre as quais a de Bill Gates - têm o equivalente ao produto nacional bruto, de cada ano, de 48 estados africanos que representam 600 milhões de pessoas. (3)

O que só demonstra esse propósito bem claro que o consumo adquire hoje, ou seja, o consumo do cidadão comum - cada vez mais restringido em termos de escolhas, dado que cada vez menos e mais poderosas corporações controlam cada vez mais sectores da economia - é o tributo que temos de pagar a esses novos senhores feudais globais. Isto os que podem pagar esse tributo mínimo e não se vêm atirados para o lodo da segregação social.

Como se não bastasse, e só para elucidar ainda melhor acerca da natureza doentia do consum(ism)o A ONU calcula que o conjunto das necessidades básicas de alimentação, água potável, educação e cuidados médicos da população mundial poderia ser coberta com uma taxa de menos de 4% sobre a riqueza acumulada das 225 maiores fortunas. Satisfazer os requisitos básicos de água e saneamento de todo o mundo custaria apenas 13 biliões de dólares, sensivelmente, a mesma quantia que a população dos Estados Unidos e da União Europeia despende anualmente em perfume.(4)

Documento nº 3 - "O Consumo Nosso de Cada Dia..." (Parte I)

As grandes firmas de relações públicas, de publicidade, de artes gráficas, de cinema, de televisão ... têm, antes de mais, a função de controlar os espíritos. É necessário criar "necessidades artificiais" e fazer com que as pessoas se dediquem à sua busca, cada um por si, isolados uns dos outros. Os dirigentes dessas empresas têm uma abordagem muito pragmática: "É preciso orientar as pessoas para as coisa superficiais da vida, como o consumo." É preciso criar muros artificias, aprisionar as pessoas, isolá-las umas das outras. (1)

O consumo encontra-se instituído, na sociedade moderna e ocidental em que nos inserimos, como um valor cultural, como um elemento intrínseco aos nossos estilos de vida e que nos caracteriza enquanto indivíduos. Na realidade, eventualmente, os princípios e práticas inerentes ao consumo, toda a sua dimensão sociológica e utilidade prática no seio do modelo ideológico neoliberal, passam ainda despercebidos à generalidade dos indivíduos e possuem uma preponderância crucial mas subliminar, profunda mas sonegada, na forma como os indivíduos se concebem (são concebidos) enquanto seres sociais.

O consumo, por definição, é uma actividade que pressupõe a satisfação - geralmente por intermédio de uma troca financeira - de um conjunto de necessidades, mais ou menos, essenciais dos indivíduos. O cerne da questão é precisamente esse: quem é que determina o que é de facto uma necessidade essencial? Sendo todo o contexto social e cultural fulcral na forma como os seus valores são absorvidos, normalmente de uma forma inconsciente e automática, pela generalidade dos indivíduos, desde logo, pode-se presumir que num contexto de acelerada globalização, em que o "American Way of Life" funciona como modelo cultural, social, económico homogenizador, também os conceitos a ele inerentes, como o do consumo, obedecem à mesma lógica de acentuada "mercantilização" da vida e das relações humanas à escala global.

Ou seja, a utilidade do consumo, numa lógica liberal, está muito longe de se esgotar nessa finalidade "básica" e até "anacrónica" de satisfação de necessidades essenciais à vida humana ou, eventualmente, nem será essa a sua finalidade mais fundamental: um dos principais propósitos do consumo será o de preencher todo o vazio social decorrente da eliminação das formas de socialização e de identidade colectiva anteriores à "revolução" neoliberal. Mais até do que preencher o vazio, a sua utilidade no seio do sociedade global é a de substituir - ele próprio - essas formas, condicionando os indivíduos no sentido de participarem socialmente de uma maneira extremamente conveniente para toda a dinâmica do sistema. Esse condicionamento só é possível através de diversos mecanismos de comunicação e condicionamento de massas de entre os quais a publicidade será o mais significativo.

Por outras palavras, tão precário e volátil que o emprego se tornou, tendo a componente produtiva das empresas sido deslocada para países de 3ªmundo, tendo a vida social, cultural e colectiva sido esvaziada de conteúdo por um paradigma de pensamento essencialmente economicista, nomeadamente seguindopressupostos de apropriação individual de bens materiais, resta ao indivíduo essa função de consumidor. O consumo enquanto princípio existencial, valor de pensamento e projecto de vida. O consumo enquanto meio e fim. Do ponto de vista económico, é um consumo ilimitado que permite manter as taxas de crescimento económico que se encontram na base de todo o sistema financeiro especulativo mundial, isto ao mesmo tempo que os recursos são cada vez mais escassos.

Documento nº 2 - "A Globalização e Seus Efeitos Culturais" (Parte III)

A Questão do Outro:
As pessoas têm uma necessidade premente de pertença/reconhecimento em relação à comunidade ou grupo social no qual estão inseridas. Nesse sentido, a sua organização em torno de projectos comuns, sobretudo projectos culturais, onde os indivíduos compartilham não só o mesmo território, mas seus interesses, suas necessidades, enfim desejos comuns é que se constitui neste processo de formação de identidade individual e colectiva.Uma identidade cultural constitui-se como síntese da construção de múltiplos significados distintivos, fruto de complexas interacções sociais que desenvolvem internamente cada grupo e em suas relações com outros, mediante as quais seus membros se unificam e se diferenciam dos demais. E, além de proporcionar elementos concretos de referência e comparação, resume o universo simbólico que caracteriza a colectividade, porque estabelecem padrões singulares de interpretação da realidade, códigos de vida e pensamento que permeiam as diversas formas de manifestação, valores e sentidos. Isso requer um sentido de pertença como forma de inscrição no universo simbólico de uma dada colectividade. Essa pertença é o elemento aglutinador e mobilizador de actividades e constitui um gerador de valores e de coesão para o grupo.Como já referimos, num processo de constituição de identidades através de projectos culturais, as pessoas organizam-se em redes alternativas ou redes de solidariedade social, como forma de se garantirem perante as relações sociais assimétricas e na direcção da constituição da sua identidade e acesso à cidadania. Ora esta noção de identidade aqui utilizada aqui compreende, primeiro, que a mesma é múltipla, formada por várias facetas que podem reflectir práticas religiosas, étnicas, de género, de sexualidade, entre outras, e que conferem ao indivíduo diferentes posicionamentos na sociedade.Considerando a identidade como múltipla e dinâmica, torna-se impossível ver uma dada religião, ou uma comunidade religiosa, como um conjunto homogeneamente constituído, porque ela encontra-se em contínua transformação.

Documento nº 2 - "A Globalização e Seus Efeitos Culturais" (Parte II)

O surgimento das sociedades modernas transfere as relações sociais para um território mais amplo onde as fronteiras desaparecem e, ao mesmo tempo, colocam à disposição das colectividades um conjunto de referências resultado da mundialização da cultura. Cada grupo social, na elaboração de suas identidades colectivas, irá apropriar-se destas das mais variadas maneiras. A sociedade global, longe de incentivar a igualdade das identidades, está marcada por uma hierarquia clara e injusta. As identidades são diferentes e desiguais porque as instâncias que as constroem têm distintas posições de poder e de legitimidade.

Hoje em dia, os processos de constituição de identidades dão-se através de projectos culturais onde as pessoas têm vindo a organizar-se em redes alternativas ou redes de solidariedade social, como forma de se garantirem perante as relações sociais assimétricas e tomarem a direcção da constituição da sua identidade e o acesso à cidadania.O ponto mais significativo deste processo reside na questão da constituição/construção das identidades das pessoas.

Documento nº 2 - "A Globalização e Seus Efeitos Culturais" (Parte I)

“... a cultura não é apenas o lugar onde se sabe que dois mais dois são quatro. É também a indecisa posição em que se procura imaginar o que é possível fazer com números não muito claros, cuja potência acumulativa e expressiva ainda se está tentando descobrir. Há um sector da cultura que produz conhecimento em nome dos quais é possível afirmar com certeza... o que efectivamente dá dois mais dois: trata-se do saber que possibilita entender o ‘real’ com alguma objectividade, desenvolver tecnologias de comunicação globalizadas, medir o consumo das indústrias culturais e conceber programas mediáticos que ampliem o conhecimento em massa e criem consenso social. Outra parte da cultura, desde a modernidade, se desenvolve em função da insatisfação com a desordem, e às vezes com a ordem, do mundo: além de conhecer e planejar, interessa transformar e inovar.”


Grandes debates marcam hoje o campo da ciência, e mais particularmente das ciências humanas e sociais.O desenvolvimento tecnológico, as novas tecnologias e seus significados éticos e sociais; a globalização da economia e da cultura e as intersecções global / local, com o reaparecimento dos grupos étnicos, o fortalecimento de fundamentalismos de várias ordens, a organização e luta das minorias oprimidas; a diluição das fronteiras e a reconfiguração dos grupos de pertença e os sentimentos identitários; a homogeneização e instantaneidade da informação concomitante à proliferação das formas comunicativas; a individualização da sociedade e personalização dos interesses, aliadas à busca das vivências em grupo e reactivação dos laços comunitários; a presentificação da temporalidade contemporânea e o obscurecimento da ideia de futuro são temáticas que, acolhendo contradições e marcando a diversidade desafiadora do contemporâneo, instigam o trabalho do conhecimento.

Hoje, a globalização, os avanços tecnológicos e os efeitos sobre o trabalho, a constituição da sociedade informacional, a ocidentalização da cultura e super exposição dos média são processos contemporâneos que produzem mudanças nos modos de estar e sentir-se juntos, desarticulam formas tradicionais de coesão e a modificam modelos de sociabilidade.

Com frequência temos acompanhado um certo repúdio à globalização que surge da preocupação de que as culturas locais sejam suprimidas pelos valores ocidentais associados à expansão das políticas de mercado.

A globalização é percebida como uma imposição de uma forma estranha de vida e nos coloca como impotentes por não termos nenhuma voz nas decisões sobre políticas. A globalização aumenta o potencial de tensões sociais. Por outro lado, a globalização pode também despertar um sentimento contraditório de potencial diante de novas formas de exercer a liberdade e a responsabilidade para melhorar as condições materiais de vida. Para, além disso, temos a consciência de que, com este potencial, emerge na vida quotidiana algo assim como uma identidade global, que coexiste de alguma maneira com a cultura local. Daí, a necessidade de entender a globalização em relação às culturas locais.

A cultura encontra-se no centro dos debates contemporâneos sobre a identidade, a coesão social e o desenvolvimento de uma economia fundada no saber que tem levantado algumas questões: quem há-de garantir a vitalidade do debate e o diálogo público que condicionam a criatividade colectiva e a vitalidade cultural; como combinar a universalidade dos direitos com o reconhecimento dos interesses sociais e os valores culturais particulares; e, como pensar os direitos culturais e a preservação e consolidação da diversidade cultural como parte inseparável da consolidação dos direitos políticos, económicos e humanos?

Responder a estas questões requer um olhar multifacetado, uma perspectiva que promova não apenas a união de fronteiras do conhecimento, mas que seja capaz de articular um rompimento das mesmas e ampliá-las, propiciando o diálogo.

Documento nº 1 - "O Fenómeno da Globalização"


É de todos conhecido o fenómeno da globalização da economia mundial. O fenómeno tem por base a crescente integração das economias que operam nos diversos territórios mundiais, o comércio mundial de bens e factores de produção, a internacionalização das empresas, que são cada vez mais multinacionais, e a consequente diluição da identidade nacional e/ou operativa das mesmas. O fenómeno não tem sido isento de sobressaltos, dadas as implicações sociais e ambientais negativas que tem tido nos diversos territórios mundiais e dada a ausência de regulação política mundial do mesmo. A referida regulação é ainda muito baseada na lógica dos Estados Nação e dos respectivos egoísmos. O fenómeno exige regulação mundial efectiva e democrática, regulação que resulte da concertação das vontades dos cidadãos das diferentes regiões do mundo e/ou dos Estados que deles devem emanar.
O fenómeno da globalização:
Basta entrarmos num centro comercial ou num hiper-mercado para facilmente constatarmos o fenómeno da globalização. No caso dos centros comerciais é possível verificarmos que existem as mesmas lojas em praticamente todos. A maior parte destas lojas são exploradas em regime de Franchising o que determina que todas elas tenham os mesmos padrões de gestão e de qualidade.
Se entrarmos no MacDonalds, Zara, Bennetton, Mango, do Centro Comercial Colombo, por exemplo, verificamos que vendem os mesmos produtos, com a mesma apresentação, a mesma qualidade e fabricados nos mesmos locais, dos produtos comercializados nas mesmas lojas de outros centros comerciais, no país ou no estrangeiro. Constatamos também que os estabelecimentos e a organização são idênticos. São empresas globalizadas, são multinacionais. Os produtos que comercializam, são produzidos em países distantes onde a mão de obra é mais barata. O desenvolvimento das tecnologias de informação, dos transportes e das telecomunicações facilitaram a aproximação das pessoas e diminuíram as distâncias. Este desenvolvimento permite que, na actualidade, todo o planeta possa assistir, em directo, aos mesmos eventos, como aconteceu, por exemplo, com a guerra no Iraque. O desenvolvimento dos transportes permitiu encurtar distâncias; os trabalhadores podem percorrer distâncias cada vez maiores para ir trabalhar, demorando menos tempo. Torna-se cada vez mais fácil deslocar de um lado para o outro do planeta grandes quantidades de mercadorias em escassas horas, ou dias.
Nos Super-mercados é possível vermos frutas e outros alimentos e produtos que tiveram de percorrer milhares de km. Todas estas mudanças estão a reflectir-se nos estilos de vida, nos hábitos e padrões de consumo dos povos e estão a ter consequências para o ambiente e a contribuir para o aparecimento de novos riscos e incertezas. Assistimos à tendência para a uniformização dos padrões de consumo a nível planetário. A globalização está a alterar os estilos de vida dos povos.
Globalização:
O termo globalização surge nos anos 80 do século XX, nas escolas de administração de empresas dos EUA (Harvard, Columbia, Stanford, etc.) e referia-se às oportunidades de negócio proporcionadas pelo desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, da informática e pela desregulamentação e liberalização dos mercados económicos e financeiros.
A globalização é apresentada como um fenómeno inevitável, necessário e benéfico, a que todos tinham de se adaptar. O desenvolvimento tecnológico da década de 80, do século XX, nos domínios da microelectrónica revolucionou as telecomunicações e o sistema produtivo mundial. Todos os mercados mundiais passaram a estar instantaneamente interligados. Os problemas internos de um país afectam a estabilidade económica dos outros países, devido à crescente interdependência.
As facilidades criadas pelo desenvolvimento tecnológico, no domínio das telecomunicações, possibilitou um maior controlo e influência dos países industrializados sobre os demais, inclusive em termos culturais, padrões de consumo e estilos de vida. As empresas transnacionais assumem um papel preponderante como agentes das relações internacionais desde a década de 70, do século XX. Chegam a negociar com os governos nacionais a sua localização. Causam graves problemas sociais quando decidem deslocalizar as suas actividades.
Desenvolve-se o mercado internacional de capitais e a importância das bolsas de valores. Surgem novos centros económicos com o desenvolvimento dos novos países industrializados do sudoeste Asiático. O cenário económico internacional passa a ser dominado pelas empresas transnacionais que fazem parte da "tríade" EUA, Europa (especialmente a Alemanha) e o Japão.
Como forma de melhor competir nesta nova ordem económica internacional, formam-se ou aprofundam-se zonas de integração económica (tratados económicos regionais: zonas de comércio livre, união aduaneira, mercado comum, união económica e monetária).
São exemplos de integração económica:
U.E. União Europeia; ASEAN – Associação de Nações do Sudeste Asiático
NAFTA – Acordo de Livre Comércio da América do Norte; APEC - Cooperação Económica da Ásia e do Pacífico
MERCOSUL – Mercado Comum do Sul; CARICOM – Mercado Comum e Comunidade do Caribe; CEI - Comunidade de Estados Independentes;
SADC – Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento

Mapa Síntese do Módulo S4 - "Sociedade Contemporânea"

O estudo iniciar-se-á pela análise das várias dimensões da globalização, na medida em que este fenómeno tem repercussões na vida social, nomeadamente ao nível dos estilos de vida, da organização do espaço e do ambiente.

Por outro lado, também se pretende que os alunos reconheçam as transformações que têm ocorrido na estruturação do espaço nas sociedades contemporâneas, onde, contrariamente ao que acontecia nas sociedades tradicionais, a maior parte da população vive em zonas urbanas.

Assim, partindo da realidade portuguesa, poderão evidenciar-se factores que estiveram na origem do crescimento das cidades e analisar as suas características, bem como alguns dos problemas que, actualmente, emergem nos grandes centros urbanos.

Neste módulo, tal como já foi referido anteriormente, pretende-se que os alunos realizem um pequeno trabalho de pesquisa que assumirá a forma de trabalho de grupo, orientado pelo professor, sobre um tema, no âmbito da sociedade portuguesa contemporânea, escolhido pelos alunos de acordo com os seus interesses vocacionais e relacionado com a família profissional em que o curso se insere.

Objectivos de Aprendizagem:

Relacionar a globalização com os novos estilos de vida.
Referir consequências da urbanização.
Caracterizar grupos sociais vulneráveis no espaço urbano.
Relacionar a globalização com os problemas ambientais.
Inventariar riscos e incertezas da sociedade actual.
Aplicar conhecimentos e competências, anteriormente adquiridos, na análise da sociedade
portuguesa.

Âmbito dos Conteúdos:

O fenómeno da globalização:
Económica – aceleração das trocas e dos movimentos da população
Cultural – papel dos meios de comunicação social e aculturação


Consumo e estilos de vida:
Consumos e padrões de consumo
Conceito de estilo de vida
Globalização e estilos de vida:
Uniformização dos padrões de consumo
Novos estilos de vida: exemplos

O fenómeno da urbanização:
Conceito de urbanização
Factores de crescimento urbano: migrações e concentração das actividades económicas (terciarização)
Consequências da urbanização (suburbanização e grupos vulneráveis)


Sociedade e ambiente:
Problemas ambientais (delapidação dos recursos naturais e poluição)
Padrões de consumo e problemas ambientais
Globalização e problemas ambientais
Riscos e incertezas da sociedade actual


Situações de Aprendizagem / Avaliação:

Para introduzir o tema da globalização orientar os alunos na realização de um levantamento sobre a origem: dos bens de uma loja de “produtos de baixo preço” ou de um supermercado;
das peças constitutivas de um determinado bem (por exemplo, automóvel ou motocicleta).

Incentivar os alunos a inventariar casos concretos que na sua localidade/região ponham em risco o ambiente e divulgar essas informações à comunidade educativa.

Também se poderá simular a apresentação, discussão e aprovação de uma lei portuguesa, por
exemplo, sobre a racionalização do consumo de água no território português ou sobre o aumento da produção de energias alternativas. Desta forma, recorrendo a um jogo de papéis, em que os alunos argumentem a favor e contra a aprovação dessa lei, poder-se-ão problematizar riscos ambientais das sociedades actuais.

Realizar, sob a orientação do professor, um pequeno trabalho de pesquisa em grupo sobre um tema, no âmbito da sociedade portuguesa contemporânea, preferencialmente os que estão inseridos no programa, em especial nos módulos S2, S3 e S4, escolhido pelos alunos de acordo com a família profissional em que o curso se insere e os seus interesses vocacionais.

Esse trabalho, para além de mobilizar os conhecimentos teóricos adquiridos, tem por objectivo: a aplicação de uma ou duas técnicas utilizadas pela Sociologia, por forma a recolher informação, a qual será seleccionada e tratada, de modo a permitir a apresentação de conclusões e posterior debate.

Filmes:

Beleza Americana, de Sam Mendes, 1998,113 minutos
Filme terrivelmente lúcido e crítico sobre o american way of life de uma família que começa a desmoronar-se quando o marido, Lester Burnham (Kevin Spacey), na crise da meia idade, explica à mulher Carolyne (Annette Bening) que decidiu deixar o emprego e que quer mudar de vida.



Erin Brockovich, de Steven Soderbergh, 2000, 132m
Este filme é um drama legal baseado na história verídica de Erin Brockovich (Julia Roberts) que ajudou a revelar e a condenar o envenenamento da água da sua cidade provocado por uma grande companhia americana.

Terminal, de Steven Spilberg, 2003, 104 m
Neste filme, Viktor Navorski (Tom Hanks) fica retido no aeroporto de Kennedy em Nova York porque o seu passaporte já não é válido devido ao facto de no seu país de origem ter havido um golpe de estado. Exilado no terminal do aeroporto, encontra ajuda na hospedeira Amelia (Catherine Zeta-Jones) e no pessoal que ali trabalha, acabando por conhecer e aceitar todas as suas hierarquias, modos de vida e culturas.





Módulo S4

Módulo S4 - "Sociedade Contemporânea"

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Documento nº 9 - "3.2 Como promover a participação equilibrada das mulheres e dos homens na vida familiar? A familia como motor da igualdade"


Documento nº 8 - "Organização"



Documento nº 7 - "As Organizações"


O que é uma Organização?

- Uma organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos colectivos. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar objectivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. Uma grande empresa ou uma pequena oficina, um laboratório ou o corpo de bombeiros, um hospital ou uma escola são todos exemplos de organizações."


- Uma organização é formada pela soma de pessoas, máquinas e outros equipamentos, recursos financeiros e outros.

- A organização então é o resultado da combinação de todos estes elementos orientados a um objectivo comum.

- A qualidade é o resultado de um trabalho de organização.

MAXIMIANO, ANTONIO CESAR A. Introdução a administração. 3ª ed., São Paulo, Editora Atlas, 1992.